Recomendações da TCFD/FSB sobre Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas às Mudanças Climáticas

20 de março de 2019

A publicação “Recomendações da TCFD/FSB sobre Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas às Mudanças Climáticas”, produzida pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) com o apoio da SITAWI Finanças do Bem, recomenda uma série de ações que o setor bancário brasileiro deve tomar para que se aproxime gradativamente das recomendações do Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD).

Em 2017, a TCDF, força-tarefa criada pelo Financial Stability Board, publicou uma série de medidas para que empresas e instituições financeiras divulguem informações referentes aos impactos financeiros das mudanças climáticas em seus negócios e sobre suas práticas para tratar deste tema. O objetivo é gerar maior entendimento dos mercados sobre como os riscos físicos, de transição e as oportunidades relacionadas às mudanças do clima podem impactar suas atividades.

Mais de 500 instituições já formalizaram apoio à TCFD e países como a França já estão incorporando as recomendações como normas regulatórias. No setor bancário brasileiro, a evolução da agenda de riscos socioambientais, particularmente após a Resolução CMN 4327/2014, é facilitadora desta trajetória.

Para além de atender à regulação, bancos com maior sensibilidade a questões climáticas vêm desenvolvendo processos de gestão de riscos para clientes mais expostos às mudanças do clima e de captura de oportunidades na transição para uma economia de baixo carbono e mais resiliente às alterações climáticas.

A partir da compreensão da sensibilidade que suas carteiras apresentam frente aos riscos climáticos e de como as recomendações da TCFD dialogam com práticas previamente adotadas e outros frameworks de risco socioambiental, as instituições bancárias precisam ter uma lente específica da dimensão climática na incorporação das questões socioambientais à estratégia e gestão de riscos e oportunidades.

Sob essa ótica, o trabalho realizado em conjunto pela FEBRABAN e pela SITAWI Finanças do Bem culminou em um plano de ação com medidas que aproximarão os bancos brasileiros das recomendações da TCFD.