SITAWI Finanças do Bem organiza o primeiro evento de Green Bonds no Brasil

“Só conseguimos este marco na história graças ao apoio do Santander”, explica Gustavo Pimentel, Diretor de Research and Advisory da SITAWI

Hoje, dia 04 de dezembro de 2014, no auditório da sede do Banco Santander em São Paulo aconteceu o primeiro evento de Green Bonds (bônus verde) no Brasil. Nesta data também foi criado o Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Green Bonds, que terá a missão de criar e fomentar o segmento a partir de 2015 . Green Bonds são títulos financeiros que tem como foco exclusivo a sustentabilidade, seja para a construção de um parque de energia eólica, recuperação de uma floresta ou uma obra de infraestrutura de baixo carbono ou que ajude a combater o aquecimento global, por exemplo. Entre os convidados estavam algumas das maiores autoridades do mundo no assunto: Gustavo Pimentel da SITAWI Finanças do Bem; Carlos Nomoto, Diretor de Sustentabilidade do Santander; Sean Kidney, CEO da Climate Bonds Initiative; Cristina Schulman, Diretora de Capital Market do Santander; Matheus Cavallari, do Ministério da Fazenda; Werner Grau Neto, do Pinheiro Neto Advogado; Marco Antônio Fujihara, Ricardo Zibas, da KPMG e Carlos Scaramuzza, do Ministério do Meio Ambiente.

Mais do que apenas discutir o tema, Sean Kidney, que foi o primeiro a concluir a sua apresentação demonstrou que o Green Bonds é um dos títulos de maior crescimento no mundo e que o Brasil não pode ficar de fora deste processo. No ano de 2012 este mercado teve um movimento global de US$ 3 bilhões. Em 2013 foram US$ 11 bilhões e este ano deve ultrapassar US$ 40 bilhões. “Os números mostram um crescimento espantoso. Agora, vamos colocar o Brasil na vanguarda global. Porém, só funcionará se as empresas e o mercado entenderem a sua importância”, ressalta Gustavo Pimentel, Diretor da SITAWI Finanças do Bem.

Para Carlos Scaramuzza do Ministério do Meio Ambiente o mundo precisa ter um objetivo claro para daqui 35 anos. “A partir do ano de 2050 não pode existir nenhum bond que não seja verde. Isso precisa ficar claro”. Após quase 4 horas de apresentações e perguntas da plateia ficou claro que é viável e existe vontade das instituições financeiras para participarem deste mercado. “Agora, precisamos juntar as pontas desde mercado, discutir as melhores ideias e começar. Este evento é um divisor de águas e em 2015 com certeza já teremos muitas novidades positivas. Só conseguimos este marco na história graças ao apoio do Santander”, finaliza Pimentel.