SITAWI coordena grupo de trabalho no Observatório Latinoamericano para Ação Climática

A SITAWI Finanças do Bem é a nova coordenadora do Grupo de Trabalho de Financiamento Climático do Observatório Latinoamericano para Ação Climática (OLAC). O objetivo do grupo é monitorar os fluxos de financiamento para compromissos assumidos pelos países da América Latina e Caribe (LAC) frente ao Acordo de Paris e prover assistência técnica para acesso e gestão ao financiamento climático. O grupo será liderado por Fred Seifert, Gerente de Finanças Sustentáveis da SITAWI.

“Ser escolhido para coordenar o grupo é uma grande honra e responsabilidade, pois seu objetivo específico é essencial para a consecução das metas estabelecidas pelos países da LAC em resposta ao Acordo de Paris: avaliar os recursos financeiros disponíveis para o cumprimento de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, na sigla em inglês), o quanto ainda precisamos para executá-las totalmente e como cobrir o gap entre financiamento existente e necessário – também considerando cenários que essas metas se tornem mais e mais fortes. A escolha por um representante da SITAWI reflete que somos uma instituição referência no tema e com atuação reconhecida em toda a região”, comentou Seifert.

O Observatório Latinoamericano para Ação Climática foi idealizado em 2018, durante a COP 24, na Polônia, e está sendo lançado agora. A intenção é criar um espaço de intercâmbio entre governos, setor privado, meios de comunicação e organizações da sociedade civil para garantir que os países da América Latina e do Caribe consigam cumprir suas NDCs – ou mesmo torná-las mais ambiciosas.

Por mais que as NDCs indiquem um avanço para o estabelecimento de metas comuns, as medidas ainda são insuficientes no combate às mudanças climáticas, considerando um aumento máximo da temperatura global de 2ºC. A situação é ainda mais crítica quando se leva em consideração a publicação recente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que reforça a necessidade de não ultrapassar o aumento da temperatura em 1,5ºC.

A iniciativa, encabeçada pelo Grupo de Financiamento da Mudança Climática na América Latina e no Caribe, com participação de representantes de mais de 60 instituições de 13 países, traça planos e ações concretas a serem cumpridas pelas diferentes esferas de governo. Até o final de 2019, pretendem realizar um diagnóstico da situação atual de ao menos 5 países da região, levando em conta fatores como a gestão de financiamento climáticos, implementação das NDCs e políticas públicas relacionadas à mudança do clima.  

A meta, a curto prazo, é que os resultados do trabalho criem espaços de debate, materiais informativos e estudos a serem apresentados na COP 25, que acontece de 11 a 22 de novembro, no Chile. A médio prazo, o Observatório pretende se consolidar como um dos principais mecanismos de monitoramento e participação cidadã no marco de cumprimento das NDCs, colaborando para o estabelecimento de metas mais efetivas em ao menos 10 países da América Latina e do Caribe.