SITAWI assina manifesto público pelo desenvolvimento sustentável

Mais de 40 signatários, entre empresas e instituições, endossam o Comunicado do Setor Empresarial Brasileiro que reafirma o compromisso público e propõe uma ação coordenada pelo desenvolvimento sustentável. São atores que reconhecem que práticas mais sustentáveis, além de respeitar os limites naturais do planeta, têm impacto financeiro. 

O grupo entende que a percepção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais tem grande potencial de prejuízo para o Brasil, seja do ponto de vista reputacional ou para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o país. 

Nesse contexto, o manifesto reforça a disposição em contribuir com o Conselho da Amazônia, liderado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, com soluções que incluem o combate ao desmatamento ilegal, a inclusão social e econômica de comunidades locais e medidas de incentivo à economia circular e de baixo carbono.

“O setor empresarial e investidores estão saindo de cima do muro, propondo uma agenda socioambiental positiva para o país. É a coisa certa a se fazer, por questões éticas, mas também está alinhado aos nossos melhores interesses de manter uma economia próspera para esta e as próximas gerações.”, afirmou Gustavo Pimentel, diretor executivo, que assina a carta em nome da SITAWI.

Assinam o documento líderes de: Agropalma, Alcoa, Amaggi, Bayer, BrasilAgro, Cargill, Cosan, DSM, Ecolab, Eletrobras, ERM, Grupo Vamos, Iguá Saneamento, Itaú, Jacto, JSL, Klabin, LVMH, Marfrig, Mauá Capital, Michelin, Microsoft, Movida, Natura, Rabobank, Santander, Schneider Electric, Shell, Siemens, SITAWI, Stefanini, Suzano, Ticket Log, TozziniFreire, Vale, Vedacit e WeWork.

O manifesto conta ainda com o endosso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

A iniciativa foi articulada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), também signatário, como forma de reunir o setor empresarial brasileiro após carta enviada por 32 investidores externos, com patrimônio de US$4,5 trilhões, colocar em dúvida o investimento no país caso o governo não mude suas políticas ambientais.

Leia a carta na íntegra.

Confira a reportagem do Valor e, também, a matéria do Reset.