SITAWI apoia implementação de SARAS no Banco Hipotecario de El Salvador

A SITAWI foi contratada para desenhar e acompanhar a implementação do Sistema de Administração de Riscos Ambientais e Sociais (SARAS) no Banco Hipotecario de El Salvador. O SARAS cobrirá a gestão do risco socioambiental das carteiras de pequenas e médias empresas rurais e urbanas do banco.

O que no Brasil já é exigido por regulamentação, ainda é incipiente em outros países da América Latina. O que chama atenção são os inúmeros benefícios adquiridos a partir do desenvolvimento de um SARAS: melhoria do perfil de risco da carteira de crédito, acesso a financiamento internacional, identificação de novas oportunidades de negócio junto aos clientes, entre outros.

No caso do Banco Hipotecário, que possui uma carteira de clientes voltada para a agropecuária, existem vários riscos que podem ser identificados e mitigados visando maior segurança legal, reputacional e financeira.

A consultoria da SITAWI faz parte de um acordo assinado entre  Finance in Motion, gestora de impacto alemã, e o Banco Hipotecario, prevendo diversas ações para financiamento de clientes que tenham práticas sustentáveis.

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Nora Mercedez Miranda de López, presidente do Banco Hipotecario, e Juan Vega, da SITAWI, na assinatura do contrato para o desenvolvimento do projeto piloto.

Segundo o analista de Finanças Sustentáveis da SITAWI, Juan Vega, um SARAS bem implementado demanda menos investimentos do que se imagina se comparado aos benefícios que pode trazer.

“A sustentabilidade está se tornando cada vez mais importante para as empresas do setor privado. Embora seja uma tendência, ainda existe uma resistência por parte do setor bancário seja pela crença de que a implementação de um SARAS é difícil e só vão se materializar a longo prazo, ou por acreditar que demanda muita especialização para implementá-lo”, pontuou.

O SARAS é um conjunto de políticas, processos, procedimentos e instrumentos simples que possibilitam que profissionais possam identificar os riscos socioambientais dos clientes. Não demanda, necessariamente, especialistas ambientais para a execução; o objetivo é justamente prover estrutura a esse processo de análise. O analista comenta, ainda, sobre outro preconceito em relação ao tema:

“O objetivo do SARAS não é restringir a quantidade de empréstimos que o banco vai fazer, mas sim, que o banco irá incentivar boas práticas socioambientais para os clientes, reduzindo assim, possíveis impactos socioambientais negativos”, concluiu.

Para saber mais sobre a atuação da SITAWI em Consultoria em Finanças Sustentáveis, acesse nosso relatório anual com os principais projetos desenvolvidos ao longo do último ano. Confira, também, nossa página sobre o tema.