“SITAWI – A multiplicação do bem” – Isto É Dinheiro 08/06/15

Cerca de 10,5 milhões de brasileiros se enquadram na faixa de extrema pobreza. Esses cidadãos são privados de quase todos os direitos e sobrevivem com a colaboração de pessoas que se sensibilizam com suas condições precárias de vida. O problema é que essa ajuda costuma ser esporádica, o que explica que o Brasil apareça na 90ª colocação do ranking mundial de doações, ficando atrás de países muito mais pobres, como Afeganistão e Bangladesh.

“Precisamos estimular a cultura filantrópica no País de tal forma que as pessoas não só doem mais, mas também doem melhor”, diz Leonardo Letelier, presidente da SITAWI Finanças do Bem. Fundada em 2008, a empresa tem como objetivo promover uma transformação social no País. Para isso, ela se propõe a estabelecer uma ponte entre organizações sociais e doadores.

Entre outras atividades, a SITAWI faz gestão de fundos filantrópicos, oferece empréstimos a taxas menores para ONGs, presta consultoria em risco socioambiental e ainda promove campanhas de arrecadação. É com essas iniciativas que a companhia gera a sua própria receita — o orçamento para este ano está estimado em R$ 1,3 milhão. “Nosso intuito é levar mais eficiência para o setor social”, afirma Letelier, egresso do mercado financeiro.

Não é coincidência, portanto, que um dos apoiadores mais conhecidos da SITAWI seja o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Assim como no mundo das finanças, os números no segmento social também são importantes e expressivos. Em sete anos de operação, mais de 150 mil pessoas foram beneficiadas pelos 33 projetos, que receberam R$ 6 milhões em investimentos. Isso significa que a cada R$ 1 doado foram gerados R$ 4 em impacto social. Sem dúvida um bom número para o País.

Fonte: site Isto É Dinheiro