Petrobras lidera ranking de empresas com maior número de controvérsias

capa controversias ASG2015Por mais um ano, a Petrobras é a companhia brasileira com maior número de controvérsias entre cem empresas analisadas em 2015, principalmente diante do envolvimento da estatal nas investigações da Operação Lava-Jato, mostra levantamento da consultoria SITAWI Finanças do Bem. Vale e JBS compõe o ranking com questões relacionadas a questões ambientais e com trabalhadores.

A pesquisa é baseada em eventos que podem afetar ou que já afetaram de maneira negativa em relação a cinco temas: clientes, comunidades, governança, meio ambiente e trabalhadores. O monitoramento foi feito a partir de notícias veiculadas em portais de jornais e revistas de grande circulação, além de sites especializados em economia ou em questões socioambientais. Também são colhidas informações a partir de notícias veiculadas em portais de jornais e revistas de grande circulação, além de sites especializados em economia ou em questões socioambientais. Também são colhidas informações a partir de mídias regionais. Quando duas ou mais notícias se referem a um mesmo fato gerador, a contabilização é feita como apenas uma controvérsias.

No ano passado, de acordo com a consultoria, foram 35 controvérsias apenas para a Petrobras, sendo a maioria ligada ao item governança. Do número total, 20 foram relacionadas a desvios de ética corporativa (corrupção e fraude), três foram ligadas a negociações coletivas e sindicais e outras três, saúde e segurança ocupacional.

Gustavo Pimentel, diretor da comenta sobre a pesquisa que analisa os fatos controversos de 100 empresas brasileiras em questões ambientais, sociais e de governança durante o ano de 2015.

 – O estudo nos permite avaliar quais os principais desafios que as grandes empresas de capital aberto têm que enfrentar. Quando analisamos governança, verificamos conflitos de interesse, ética, práticas anti-corrupção e fraudes. Já no quesito trabalhadores, são avaliados fatores como diversidade, relações trabalhistas, negociações coletivas, saúde e segurança, trabalho infantil e forçado, e violações de normas da OIT. O resultado mostra que faz-se necessária uma reestruturação nos pilares de governança corporativa de muitas empresas, impedindo problemas como os apontados na Lava Jato – afirma Gustavo Pimentel, diretor da SITAWI.

Em segundo lugar em número de controvérsias está a Vale. A mineradora teve apuradas 27 ocorrências, das quais a maior parte era relacionada ao item comunidades. De acordo com a pesquisa, mais de 60% das controvérsias da companhia se concentraram no intervalo posterior a novembro, mês em que aconteceu o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, joint venture entre Vale e BHP Billiton. O desastre fez com a que a gigante da mineração brasileira saltasse da 10ª posição em 2014 para o segundo lugar no ranking do ano passado.

Com 23 ocorrências em 2015, a JBS ocupa o terceiro lugar, com a maioria das ocorrências ligada ao tema trabalhadores, já que a empresa se destacou entre as que mais se envolveram em litígios trabalhistas. Também ocupam posições de destaque no ranking o Banco do Brasil, com 15 controvérsias, e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com 13 ocorrências. As controvérsias analisadas na pesquisa também são medidas de acordo com a sua gravidade. Neste caso, com oito ocorrências consideradas muito severas, a Vale supera a Petrobras, que teve, em 2015, apenas uma controvérsia avaliada como muito severa.

O grau de severidade, neste caso, diz respeito ao pior cenário possível, com perdas milionárias ou bilionárias para a empresa, grande repercussão negativa na opinião pública e penalizações que podem prejudicar a continuação das atividades.

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Fonte: Valor Econômico