Oportunidades para instituições financeiras no uso eficiente da água

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A água sempre foi um recurso valioso, mas sua relativa abundância no Brasil faz com que a sociedade nem sempre lhe atribua valor. As recentes crises de abastecimento, no Brasil e no mundo, estão levando a sociedade a compreender que a gestão da água tornou-se uma prioridade global chave. Estima-se que a captação de água aumente globalmente em 50% até 2050 (ONU, 2014). Questões relacionadas ao risco hídrico, gestão de perdas, reutilização de água e novas legislações estão surgindo e exigem novas soluções para a gestão dos recursos hídricos.

eficiencia no uso da agua

Uma forma contemporânea de tratar a questão é o reconhecimento do nexo água – alimentação – energia. O aumento da população e do consumo per capita vai exigir maior produção de alimentos e muito mais recursos hídricos, já que a agricultura é altamente intensiva em água.

No Brasil, existe uma pressão ainda maior em decorrência da importância da agricultura para a nossa economia e para todos os países importadores dos nossos alimentos.

Ademais, o país é extremamente dependente da água para a geração de energia, através de um grande portfólio de usinas hidrelétricas. Cerca de 70% da matriz elétrica do país é hidráulica, competindo diretamente com outras demandas por água (EPE, 2014).

Desta forma, a falta de água pode levar também a escassez elétrica. Para distribuir o recurso corretamente e preservar as bacias hidrográficas já sob pressão, um bom programa de gestão que considere o interesse público e todas as partes interessadas é uma prioridade. Este nexo também sofre impactos das mudanças climáticas globais.

agua

Os problemas relacionados às alterações climáticas podem ser identificados em razão de uma distribuição diferente na ocorrência de eventos extremos, como secas, inundações, ventos, incêndios e furacões em todo o mundo. No Brasil, uma mudança no padrão das chuvas no interior do país já está prevista para as próximas décadas (FBDS, 2009).

Adicionalmente, estão sendo registrados impactos diretos sobre a produtividade agrícola, com uma diminuição nos ganhos anuais de produtividade de 2% para 1% nas últimas duas décadas (IPCC, 2014), deslocamento e extinção de espécies e danos à infraestrutura natural e construída.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o crescimento da demanda por recursos hídricos por parte das indústrias pode aumentar em 400% até 2050 (ONU, 2014). Exemplos dos últimos anos no Brasil demonstram que os danos financeiros para a sociedade podem ser significativos caso não haja investimento em um plano de mitigação de riscos.

As recentes crises hídricas que o Brasil enfrentou na região Sudeste (2014) e na região Nordeste (2012-2016) são um incentivo para o investimento em alternativas, dada a crescente incerteza do custo e do risco de escassez.

Em 2016, a SITAWI Finanças do Bem produziu o estudo “Eficiência no Uso da Água: Oportunidades para Empresas e Instituições Financeiras“. O relatório,encomendado pelo CEBDS e GIZ*, tem como objetivo destacar e analisar oportunidades de negócios para instituições financeiras, a partir do financiamento de uma transição para uma economia mais eficiente no uso da água no Brasil.

A pesquisa se divide em dois eixos principais, trazendo as tecnologias de conservação de água e oportunidades para instituições financeiras. Além disso, traça um panorama sobre a utilização da água no Brasil, descrevendo os setores e seu uso de água no país.

O material está disponível para download no botão abaixo:

estudos

* agência de cooperação do governo alemão que oferece soluções sustentáveis em processos de mudanças econômicas, sociais e políticas.

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