Novos empréstimos mobilizam capital para impacto socioambiental positivo

A SITAWI apoiou mais três instituições: o Instituto Alpha Lumen, a Feira Preta e INOCAS. Os empréstimos somam cerca de 180 mil reais para que as iniciativas possam desenvolver e otimizar suas atuações e mecanismos de gestão, nos seus diferentes contextos.

O Brasil é um país de empreendedores sociais. Contamos com diversas iniciativas que estão transformando a realidade social de milhares de cidadãos, entretanto, muitas delas não possuem acesso a crédito paciente e barato. O empréstimo socioambiental da SITAWI é um mecanismo financeiro que proporciona crédito a organizações sociais e negócios de impacto com juros baixos que tenham impacto comprovado e atuem dentro de parâmetros éticos. Quer saber como funciona? Acesse aqui. 

Entenda caso a caso:

Potencializando habilidades

O número oficial de alunos com altas habilidades no Brasil é de 2,6 mil, no entanto, estima-se que existam até 10 milhões de alunos não identificados com esse perfil no país. Normalmente, as escolas, sejam públicas ou privadas, não estão preparadas para receber esse aluno, que acaba sendo estigmatizado ou silenciado.

O Instituto Alpha Lumen (IAL) é uma escola sem fins lucrativos, fundada em 2013, em São José dos Campos, e tem como objetivo oferecer cursos de ensino fundamental 1 e 2 e ensino médio para alunos de altas habilidades com uma metodologia inovadora.

emprestimo_ial

O Alpha Lumen tem conseguido com sucesso acolher e desenvolver estes jovens para que eles atinjam o seu potencial, atuando como líderes conscientes. A organização é parceira da secretaria de educação municipal e tem sido reconhecida por diversas mídias pelo rápido crescimento. A primeira leva de alunos, em 2014, contou com 18 jovens e, em 2016, esse número pulou para 231 alunos. A previsão é que em 2017 o número de alunos chegue a 500. O apoio da SITAWI visa possibilitar o aumento de infraestrutura para receber mais estudantes no IAL.

Saiba mais sobre o Instituto Alpha Lumen

Inovação em meio ambiente e desenvolvimento territorial

Atualmente, o óleo de palma é o mais utilizado no mundo e é insumo para milhares de produtos desde alimentos como margarinas e sorvetes a produtos de limpeza doméstica, higiene e até combustível. Contudo, a plantação da palma é responsável pela conversão de florestas em larga escala nos trópicos e extensas emissões de carbono, contribuindo para o aquecimento global. A produção de óleo vegetal sustentável de macaúba plantada nos pastos do cerrado brasileiro pode exceder e substituir a produção mundial de palma sem derrubar uma única árvore, gerando reflorestamento e renda para muita gente.

INOCAS Brazil Macauba Project

A INOCAS (Innovative Oil and Carbon Solutions) – Soluções em Meio Ambiente Ltda é uma empresa de plantio e cultivo de Macaúba na região de Patos de Minas – MG que tem por objetivo produzir óleo vegetal sustentável em parceria com agricultores familiares, evitando desmatamento ou mudanças no uso da terra com a coexistência de agropecuária no mesmo local.

Saiba mais sobre a INOCAS 

Difusão da cultura afro e protagonismo negro

A Feira Preta foi criada em 2002 pela gestora de eventos Adriana Barbosa com o objetivo de difundir costumes e tradições da cultura negra e fomentar negócios de empreendedores da comunidade negra. Sua primeira edição foi realizada em 2002 na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, e contou com 40 expositores.

Nos últimos anos, a Feira aconteceu no Pavilhão de Exposições do Anhembi e contou com mais de 100 expositores. Pelas 14 edições anteriores do evento, passaram mais de 130 mil pessoas, que geraram uma receita de ~R$4,5 milhões para os expositores. Aproximadamente, 500 artistas e 600 microempreendedores afro-brasileiros participaram da Feira, muitos dos quais iniciaram seus empreendimentos informalmente em edições passadas e hoje têm empresas formalmente constituídas.

O impacto desta iniciativa está na geração de emprego e renda para a população afro-brasileira, além da valorização da cultura negra e promoção da autoestima desta população. Além da Feira Preta, a empreendedora criou um projeto chamado Black Codes, de consultoria estratégica focada na identificação e na compreensão dos códigos de comunicação para a população negra brasileira, que atraiu parte dos patrocínios da feira, e tem potencial de gerar receita para a organização ao longo do ano.

A SITAWI já financiou a Feira Preta em 2011 e o repagamento foi realizado após o encerramento do evento.

Saiba mais sobre a Feira Preta