Impact investing, por Leonardo Letelier

Sabemos que nem todos os investimentos são iguais do ponto de vista de externalidades ainda que possam apresentar um retorno financeiro semelhante. Em 2007, foi cunhado o termo impact investing para se referir aos investimentos que buscam, de forma proposital, impacto socioambiental positivo além do retorno financeiro. É a evolução da visão de balancear risco e retorno para balancear risco, retorno e impacto.
De acordo com a Força Tarefa Brasileira de Finanças Sociais cerca de R$13 bilhões foram investidos em mecanismos de finanças sociais em 2014 e este valor pode chegar a R$50 bilhões em 2020. Finanças Sociais representa um guarda-chuva amplo que inclui desde microcrédito a subsídios em transações específicas a doações para fortalecimento do campo a investimentos com alta perspectiva de retorno em Negócios de Impacto.
IBCPF - PEC_Investimento de Impacto Social - foto- Leandro Viola-52
Quando se fala em investimento de impacto, ainda que investimento de capital (equity) seja a face mais visível do campo, empréstimos também podem ser utilizados para atingir os mesmos fins e, com isso, abre-se uma porta para apoiar também Negócios de Impacto sem fins lucrativos. Em resumo, para ter impacto socioambiental positivo, não faltam oportunidades e instrumentos.
Leonardo Letelier é CEO da SITAWI Finanças do Bem. Este texto foi escrito originalmente para a CFP Professional Magazine, 9a edição – Outubro/Dezembro de 2016, realizada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros – PLANEJAR, antigo IBCPF.

Os associados podem acessar a edição eletrônica neste link.