Humana investe nos direitos humanos de meninas e mulheres no Brasil

Organização se junta à SITAWI para criar Fundo Filantrópico voltado à causa

As violações aos direitos humanos que historicamente estão presentes na vida de centenas de milhões de meninas e mulheres no Brasil, e que se aprofundou no contexto da pandemia de Covid-19, motivou a fundação da Humana, organização sem fins lucrativos constituída em fevereiro de 2021. Ana Marinho, advogada e pesquisadora de direitos humanos e gênero, e Ana Laura Magalhães, formada em relações internacionais e especialista em investimentos, são as fundadoras da organização. Mônica Costa, jornalista e especialista em educação financeira para mulheres negras, está à frente da diretoria de Cultura e Diversidade. 

Um dos objetivos da Humana é influenciar políticas públicas que promovam mudanças estruturais que garantam os direitos humanos de todas as meninas e mulheres brasileiras e imigrantes que vivem no país, para constituir uma sociedade mais diversa e inclusiva. A organização é fruto de um processo de estudo iniciado em 2020 para a elaboração de um projeto a partir de parcerias firmadas com apoiadores da causa e especialistas do terceiro setor. 

Em 2021, a Humana juntou-se à SITAWI para a constituição e gestão financeira de um Fundo Filantrópico, o que dá maior flexibilidade e transparência para a realização de parcerias que promovam a autonomia socioemocional, financeira e intelectual das jovens beneficiadas, e que se encontram socioeconomicamente vulneráveis.

Um dos projetos em andamento é o Plano de Vida, que será aplicado a partir de uma ementa educacional desenvolvida por especialistas e que abrange, além da elaboração de um plano de vida, mentorias com profissionais de áreas ligadas ao programa e facilitação do acesso ao mercado de trabalho. 

A metodologia do projeto foi definida a partir de evidências científicas que apontam que a faixa etária marcada pelo fim da adolescência e início da vida adulta é o momento em que as jovens são confrontadas com decisões que influenciarão toda sua trajetória de vida nos âmbitos intelectual, socioemocional, e financeiro e intelectual.

“Para além de entendermos e nos aprofundarmos nos problemas sociais e estruturais brasileiros que reproduzem as desigualdades de gênero e raciais, precisamos agir com urgência, independência e coragem para fazer a diferença”, define a cofundadora Ana Marinho. 

Conexões de valor

As beneficiárias são meninas e mulheres com idade entre 16 e 24 anos. O foco da organização é, a partir de uma atuação ancorada em pesquisa e posições técnicas, atuar pela garantia dos direitos humanos, fortalecer o ecossistema e contribuir com coletivos que atendam meninas e mulheres em situação de risco social e econômico. Para tanto, a organização cria conexões entre coletivos reconhecidamente atuantes na luta pela igualdade de gênero e racial e empresas dispostas a investir socialmente na causa de forma estratégica.

“Acreditamos que estas iniciativas são importantes para que essas mulheres se integrem ao mercado de trabalho de forma positiva e respeitosa”, diz Mônica Costa, diretora de diversidade.

A Humana conta com assessoria pro bono do Pinheiro Neto Advogados (PNA)  que desenvolveu o modelo de governança e estatutário. A organização conta, ainda, com a assessoria técnica da Mariana Luz, psicóloga e especialista em relações raciais, Luciana Vieira Rubim Andrade, doutoranda em ciência política (UFMG), Julieta Morais, economista e mestre em políticas públicas pela United Nations University MERIT (ONU) e Marineusa Medeiros, especialista em educação no combate a violência doméstica para crianças e adolescentes (USP). 

Atuam simultaneamente à diretoria executiva um conselho consultivo cuja função é o apoio estratégico na análise de projetos e impacto social. Deste, fazem parte Silvia Chakian, promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Nina Silva, executiva CEO do Movimento Black Money, Hamangaí Pataxó, indígena articuladora nacional da associação Engajamundo, Giovanna Heliordo, historiadora e pesquisadora de questões LGBTQIAP+, e a advogada Gláucia Nascimento, do Pinheiro Neto Advogados. Raphael  Zimmermann responde pelo conselho fiscal .

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