Guia para Emissão de Títulos Verdes no Brasil, preparado pela SITAWI, é lançado em São Paulo

A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS lançaram na sexta-feira (21) o Guia para Emissão de Títulos Verdes no Brasil 2016, preparado pela SITAWI Finanças do Bem. O relatório tem como objetivo orientar os participantes e interessados no mercado de renda fixa brasileiro em relação ao processo de emissão desses papéis e também contribuir para o seu desenvolvimento no país.Guia Green Bonds EN

Os títulos verdes (green bonds, no mercado internacional) são papéis de renda fixa usados para captar recursos com o propósito de implantar ou refinanciar projetos e compra de ativos capazes de trazer benefícios ao meio ambiente ou ainda contribuir para amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

São exemplos de instrumentos financeiros regulamentados no Brasil que poderiam ser enquadrados como títulos verdes: cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), debêntures, debêntures incentivadas de infraestrutura, letras financeiras, notas promissórias, certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) e certificado de recebíveis imobiliários (CRI).

O guia é destinado a potenciais emissores destes papéis (como empresas e instituições financeiras), coordenadores (também chamados de underwriters, são contratados pelo emissor para atuar na operação), investidores, agentes de avaliação externa e outros participantes. O documento tem o objetivo de fornecer orientações que auxiliem os agentes de mercado no processo de enquadramento para a emissão de um título verde.

“Já temos um Guia com o passo a passo para emissores e investidores que representam R$ 1,61 trilhão em ativos com interesse em títulos verdes. Agora precisamos que empresas pioneiras emitam seus primeiros green bonds. A SITAWI está pronta para apoiar com a avaliação externa ou certificação”, comentou Gustavo Pimentel, diretor da SITAWI.

As primeiras emissões dos títulos verdes foram realizadas pelo Banco Europeu de Investimento e pelo Banco Mundial em 2007 e 2008, respectivamente e, desde então, este novo mercado registra um rápido crescimento, com emissões em mais de 25 moedas e dezenas de países. No Brasil, a Suzano é precursora nesse segmento.

O total de emissões mundiais em títulos verdes passou de US$ 3 bilhões, em 2012, para US$ 42 bilhões, em 2015. Para 2016, a previsão é que esse montante alcance os US$ 100 bilhões, segundo estimativa da Climate Bonds Initiative, organização internacional sem fins lucrativos dedicada a fomentar o mercado de títulos verdes e climáticos.

O Guia para Emissão de Títulos Verdes do Brasil está dividido em cinco partes: O que são Títulos Verdes; Como Emitir Títulos Verdes no Brasil; Modelos de Emissão, Potencial do Mercado de Títulos Verdes no Brasil, e Tendências internacionais. Baixe gratuitamente o material: http://info.sitawi.net/guiatitulosverdes2016

Declaração de Investidores sobre Títulos Verdes

Durante o evento, importantes investidores que atuam no Brasil se comprometeram a assinar a Declaração de Investidores sobre Títulos Verdes, documento que visa fomentar a discussão e futura emissão destes títulos no mercado local. A ação é uma iniciativa da Climate Bonds Initiative (CBI), Principles for Responsible Investment (PRI) e SITAWI Finanças do Bem. O documento é baseado na declaração global assinada por investidores em Paris, durante a COP 21.

De acordo com estas instituições, Itaú Asset, Santander Asset, Sulamérica e BTG Pactual assinaram a declaração e outras dez instituições já demonstraram interesse em ser signatárias. A declaração global conta com o apoio de 27 investidores institucionais, representando US$ 11,2 trilhões de ativos sob gestão.

Acesse a declaração neste link