ESG, Impacto e Filantropia Estratégica: ondas passageiras ou um caminho sem volta?

Confira os destaques da live conduzida por Leonardo Letelier, fundador e CEO da SITAWI, e Gustavo Pimentel, Diretor Executivo da organização. 

“A lente ESG e Impacto nos investimentos faz a diferença quando ganha massa crítica. É preciso escalar esses produtos para alcançar impacto na economia real”, apontou Gustavo Pimentel na live promovida pela SITAWI no dia 11 de agosto. Juntos, os executivos deram um panorama sobre as tendências e os rumos dos ecossistemas ESG, de Impacto e de Filantropia Estratégica, assim como da relevância e do papel da sociedade e das finanças dentro desses contextos. 

Na visão das lideranças, embora muito creditada à pandemia, a ascensão dos critérios ESG – sigla em inglês para ambiental, social e governança – já vinha sendo costurada na esteira dos compromissos internacionais desde 2015, com o Acordo de Paris e o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. De lá pra cá, o movimento segue em plena expansão no mercado financeiro e no corporativo mundialmente. Segundo a agência S&P Global Ratings, as emissões de títulos sustentáveis no mundo devem atingir U$700 bilhões neste ano. Apenas no Brasil já são mais de R$45 bilhões até agosto e a SITAWI estima pelo menos R$60 bilhões ao fim do ano.

“Se você olhar os outros segmentos do mercado financeiro brasileiro em 2020, como renda variável, crédito e private equity, muitos players lançaram produtos ou abordagens ESG e de Impacto, que não têm a ver necessariamente com a pandemia e já estavam sendo cozinhados um tempo antes”, afirma Gustavo. A agenda começou a aparecer de forma mais expressiva a partir de 2018, puxada em parte pelas pressões internacionais, mas também pela demanda por produtos ESG do wealth management local, conclui.

Do ponto de vista do Impacto, Leonardo reforça que ainda que o “tsunami ESG” tenha ampliado sua narrativa durante a pandemia, as diferentes abordagens do impacto também se fortaleceram e sua relevância se tornou mais clara para a sociedade englobando diversos atores, como investidores, empreendedores de impacto e organizações apoiadoras.

Nessa dimensão, a trajetória de Investimento de Impacto na SITAWI, que já mobilizou ao todo mais de R$16 milhões para negócios de impacto socioambiental,  endossa a mudança de mentalidade dos investidores pela possibilidade de alinhar seus investimentos a organizações de impacto. Através da Plataforma de Empréstimo Coletivo, lançada em 2019, a SITAWI passou a proporcionar oportunidades de investimento com retorno financeiro e propósito para investidores Pessoa Física e, por outro lado, ampliar o acesso a capital paciente para iniciativas com potencial de geração de impacto socioambiental positivo. 

Outro tema abordado foi o boom da filantropia diante da emergência da pandemia da COVID-19, ultrapassando os R$7 bilhões em doações no país. Dado que fomenta a discussão sobre a cultura de doação no Brasil ser mais voltada a tempos de emergência, do que na forma de doações recorrentes. Nesse cenário, o crescimento de iniciativas como os Fundos Filantrópicos demonstrou que é possível fazer filantropia de forma estratégica e estruturada, com ações colaborativas que almejam efeitos mais duradouros.

“O mundo que a gente quer vai ser construído a base de trabalho e de investimento, mas também de voto e doação. Doação é o capital que tem maior capacidade de criação de impacto. Temos espaço crescente para a filantropia mais estruturada, não somente para a filantropia de emergência”, acrescenta Leonardo.

A conversa na íntegra está disponível aqui no nosso canal no YouTube. 

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