Quando empresas criativas transformam sua cultura em inovação

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A Feira Cultural Preta reúne há quinze anos experiências de empreendedores e empresas criativas na cidade de São Paulo. A edição de comemoração contou com mais de 120 mil participantes, 600 expositores do Brasil e da América Latina e 500 artistas nacionais e internacionais. Em 2016, o evento aconteceu pela primeira vez no Rio de Janeiro, ano em que é comemorado o Centenário do Samba gênero musical criado por negros e que se transformou na identidade cultural do país, patrimônio imaterial da humanidade. A 15a edição da Feira Preta proporcionou a circulação de mais de 3 milhões de reais e pela segunda vez, contou com o apoio da SITAWI Finanças do Bem através do mecanismo de empréstimo socioambiental.

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A tradicional edição de São Paulo contou com shows, mostras de artes plásticas, dança, além de feira com itens de moda, acessórios, cabelo, gastronomia, entre outros. Um evento vivo, pulsante, dinâmico, que se tornou referência absoluta de representatividade da comunidade negra no Brasil, de fortalecimento da população e de expressão das múltiplas matizes artístico-culturais de negros e negras.

A Feira reuniu também dezenas de empreendedoras/es de diversas regiões do país com interesse nesse mercado. Apresentando à sociedade o que está sendo produzido por e para a população negra, incentivando o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, gerando emprego e renda. A edição deste ano aconteceu pela primeira vez no Centro de Eventos PRO MAGNO, na Casa Verde, bairro reconhecido como berço da cultura negra paulistana.

“A Feira Preta é muito mais do que uns stands vendendo roupa ou um show de algum artista de renome, é realmente a promoção sócio-cultural da comunidade afro, além de influenciar também o empoderamento da mulher negra na sociedade”, comentou Gabi Scaff, voluntária de Finanças Sociais que acompanhou o processo de due diligence para a realização do empréstimo socioambiental.

Pela primeira vez chegou a Cidade do Rio de Janeiro

A edição carioca da Feira Preta realizou as atividades expositivas já tradicionais do evento: a participação de afro-empreendedores com divulgação e comercialização de produtos, divididos entre artesanato, roupas, calçados, objetos de decoração, acessórios, livros, brinquedos, artesanato e alimentação tipicamente afro brasileira. E ainda atividades ligadas à produção cultural negra nas áreas de literatura, artes plásticas, fotografia, música, dança, moda, cinema, empreendedorismo e política públicas.

Nos dias 26 e 27 de novembro, o festival aconteceu no Museu de Arte do Rio (MAR) e Praça, e reuniu cerca de 104 expositores, de diversas redes e coletivos atuantes no segmento no Estado do Rio. Com destaque para Feira Crespa, Reafro, Odarah Bazar, Blackbom, entre outros coletivos atuantes no tema de afro-empreendedorismo. A participação de afro-empreendedores com divulgação e comercialização de produtos, divididos entre artesanato, roupas, calçados, objetos de decoração, acessórios, livros, brinquedos e alimentação tipicamente afro brasileira.

Expositores por Segmentos: Vestuários, Calçados, Produtos de beleza e cabelo, Produtos orgânicos, gastronomia, brinquedos e livros com a participação das 3 principais livrarias negras do Rio de Janeiro: Kitabu, Nandyala e Malê.

Edição Black Codes Meeting 2016

Como parte da programação exclusiva dos 15 anos de Feira Preta, foi realizada a 1ª. Edição do Black Codes Meeting, um encontro com lideranças empresariais e agências de propaganda sensíveis às questões do novo cenário de investimento social privado no Brasil e a abordagem de raça na comunicação de serviços e produtos no país.

O Festival Black Codes, reuniu artistas e empreendedores negras e negros que compartilharam suas ideias e boas práticas em economia criativa, integrando representantes de diversas linguagens artísticas como música, cinema, fotografia, artes plásticas e dança. Ao final das apresentações, houve um processo colaborativo de co-criação entre os participantes que desenvolveu estratégias de inovação e inventividade social e empreendedora nos temas de feminismo negro, afro-consumo e transição capilar.

Em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos e a Google, trouxemos a CEO da Burrell Comunications de Chicago (EUA) Mcghee William Osse, para trazer novos olhares transversais sobre a diversidade racial em quatro pilares: Comunicação, Investimento Social Privado, Cadeia de Valor e Recursos Humanos.  A especialista em sua passagem pelo Brasil, palestrou na Google, Twitter, ECA USP, Universidade Zumbi dos Palmares e na Casa Mulheres do Brasil, liderada pela empresária Luiza Trajano (Magazine Luiza). O circuito recebeu mais de 500 pessoas interessadas no tema de diversidade corporativa, das áreas de comunicação, publicidade e marketing.

Saiba mais aqui: http://bit.ly/2mTZcRi

Edição Afrolab – SESCSP

O Afrolab é um projeto guarda-chuva do instituto Feira Preta e do Pret@Digital que compreende diversas iniciativas que promovem inovação em pequenos e médios empreendimentos – incluindo inovação em processos – de diferentes setores. Do artesanato ao entretenimento, do ativismo audiovisual ao empreendedorismo negro e jovem, da comunicação tradicional ao desenvolvimento de aplicativos e soluções digitais, do grafite à arte digital. Na roda de conversa que aconteceu no SESC Centro de Pesquisa e Formação, reunimos os representantes de três projetos que criaram tendências na produção cultural negra e que compartilharam com o público seus processos criativos, mecanismos de financiamento, gerenciamento das plataformas, processo de produção e a relação com seu público alvo. O evento reuniu mais de 20 pessoas.

Saiba mais sobre o Afrolab: http://bit.ly/2mxNH0X

Deseja saber mais sobre empréstimos socioambientais? Acesse: http://bit.ly/2mOiKDn

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