Desmatamento na Amazônia é tema de novos estudos em parceria com WWF

20161021 wwf 500x500A pedido da WWF Brasil, a SITAWI produziu dois estudos para orientar a discussão e a atuação pela redução do desmatamento na Amazônia. Os materiais fazem parte da série Fluxos Financeiros Sem Desmatamentos, da WWF Iniciativa Amazônia Viva. O “Guia de Boas Práticas para Instituições Financeiras” vai auxiliar na identificação e criação de oportunidades de negócios ligadas à luta contra o desmatamento no Brasil e na Colômbia. O outro estudo, “Oportunidades Financeiras na Redução do Desmatamento“, tem como objetivo ajudar as instituições financeiras desses países a desenvolverem políticas e salvaguardas mais fortes contra o desmatamento, mitigando seus riscos.

Essas instituições têm um papel importante, visto que atuam transversalmente às atividades econômicas, financiando muitos dos setores e projetos na região amazônica – incluindo aqueles que estão entre os principais responsáveis pelo desmatamento em cada nação. A incorporação do tema nas políticas e práticas do setor pode ajudar a criar fluxos financeiros livres de desmatamento, fomentando uma economia mais sustentável.

A região Amazônica é um dos maiores e mais importantes biomas do planeta. O território de 6,7 milhões de km² abriga a maior floresta tropical do mundo, se estendendo por 8 países, além de uma parte ultramarinha na América do Sul. Entretanto, toda essa imensidão é extremamente frágil às ações humanas que causam o desequilíbrio ecológico. Entre 2001 e 2012, aproximadamente 17,7 hectares foram desmatados, segundo o WWF Living Forests Report de 2015. O Brasil foi responsável por 75% dessa devastação.

A preocupação com o desmatamento não se baseia apenas no aumento da escassez de recursos naturais, que são vitais para diversas comunidades locais e matéria-prima de inúmeros produtos utilizados por países dentro e fora da região Pan-Amazônica. A Amazônia também provê diversos serviços ambientais que são responsáveis pela proteção e suporte de diferentes ecossistemas, como controle do clima, regulação dos ciclos hidrológicos, entre outros.

O governo brasileiro pretende decrescer suas emissões totais, em relação aos números de 2005, em 37%, até 2025, e 43% até 2030. Adicionalmente, até esse mesmo ano, pretende não apenas zerar o desmatamento ilegal como também restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Embora tenha sido reduzida significativamente ao longo dos últimos anos, as emissões por mudanças no uso da terra, nas quais se incluem as ocasionadas pelo desmatamento, ainda respondem por cerca de um terço do total de gases de efeito estufa gerados pelo Brasil. Mais ainda, uma reversão recente desse processo, especialmente na Amazônia, tem chamado cada vez mais a atenção.

Os estudos foram lançados em setembro no evento Responsabilidade Socioambiental no Setor Financeiro e estão disponíveis para download gratuito. Acesse: http://sitawi.net/category/publicacoes/