Descarbonização de Portfólio | Episódio novo no Podcast

Um dos temas de maior relevância para as finanças sustentáveis é a forma como o mercado tem se ajustado na interação com o meio ambiente. Nesse cenário, um tema que emerge é a Descarbonização do Portfólio. Quando o investidor olha para seus negócios e decide avaliar e quantificar o impacto que eles causam no meio ambiente e na sociedade, ele caminha na direção de uma economia mais integrada, visando retorno financeiro, mas com um olhar de preservação e de sustentabilidade.

No terceiro podcast da SITAWI, ouvimos especialistas no assunto para entender como funciona a implementação desse modelo na carteira de investimentos, quais métricas podem auxiliar nas análises para verificar riscos e mitigar problemas futuros e como o mercado brasileiro está olhando para este cenário.

O moderador Gustavo Pimentel, da SITAWI, iniciou o papo com o dado do Fórum Econômico Mundial de que a “questão de riscos climáticos estão entre os mais prováveis e com mais potencial de impactar a economia global”. Um dado importante e que pode servir de alerta para investidores analisarem a longo prazo como estarão seus negócios. Afinal, como disse João Lampreia, da Carbon Trust, “da perspectiva de investidores e instituições financeiras, existem duas grandes óticas para enxergar os riscos e os impactos dos investimentos: ou você olha o impacto dos seus investimentos no clima ou o impacto do clima nos seus investimentos”.

O convidado da GIZ, Daniel Ricas, falou sobre o panorama geral desse cenário e que “o mundo está tentando se mobilizar para olhar pra frente, para avaliar cenários”. Além disso, ele também falou especificamente do Brasil e como o país ainda precisa investir nesse conceito. “Por exemplo, tem o Financial Centres for Sustainability, uma organização de 25 centros industriais e financeiros (cidades) que se mobilizaram para disseminar conceitos de sustentabilidade em financiamento dentro do seu contexto de atuação. A gente tem aqui cidades como Frankfurt, Genebra, Tóquio, Nova Iorque e nenhuma cidade brasileira”.

Já Carlos Takahashi, da BlackRock Brasil, falou sobre como aspectos ambientais, sociais e de governança podem influenciar um investimento e como é importante fazer uma análise desses dados para integrar eles ao portfólio. “Muitas vezes havia a filosofia de que você tinha que criar produtos para isso, mas na verdade você adota essas práticas no seu portfólio. Essa é uma uma visão transformacional dentro de um processo de gestão de um portfólio”.

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