Convicção, Conveniência e Compliance | Episódio novo no Podcast

“A gente que está há algum tempo nessa área de sustentabilidade ou finanças sustentáveis de impacto, sempre fala que a jornada de algum agente, algum ator, eventualmente começa pela convicção ou pela conveniência. Pela convicção de que é o certo de se fazer ou pela conveniência de que seus clientes, investidores ou outros stakeholders o estão pressionando. E, hoje em dia, com a evolução do tema, a gente começa a ver o ambiente regulatório também fomentando essas práticas de investimento responsável e de impacto”. 

Essa foi a abertura de Leonardo Letelier, CEO da SITAWI, do painel “Convicção, Conveniência e Compliance: Evolução regulatória e impacto socioambiental em diferentes tipos de ativo”. Para debater sobre o tema, foram convidados representantes do setor público e reguladores dos mercados financeiros e de capitais.

Élida Almeida, representante do Ministério da Economia, contextualizou como o desenvolvimento do mercado de finanças verdes acontece no Brasil. “Ele acontece num momento de grande restrição fiscal em que os investimentos públicos são restringidos, são reduzidos de forma drástica, o Brasil perdeu o grau de investimento em 2015. Ao mesmo tempo, a gente visualiza uma oportunidade de acessar um novo bolso, que é o bolso de investidores internacionais que cada vez mais têm demandado investimentos sustentáveis”.

Guilherme Teixeira, da SITAWI, falou sobre como a resolução 4.237, de 2014, foi um marco em termos de gestão socioambiental no setor financeiro nacional e inovadora no Brasil. Nesse contexto, Luís Eduardo Stancato, do Banco Central do Brasil, explicou que a resolução traz duas grandes ideias: a primeira ligada ao fato de que as instituições financeiras têm que ter uma política de responsabilidade socioambiental e a segunda está ligada à questão de governança e de gestão de riscos.

Já Cláudio Maes, da CVM, falou sobre como funciona a regulamentação por parte da CVM e as mudanças que estão por vir. “Gestores de recursos e analistas de risco vão ter que entender como precificar, como mensurar os riscos socioambientais nas atividades das companhias investidas”. Isso é uma tendência até porque “a conexão entre mercado financeiro e sustentabilidade está ficando mais clara para todo mundo e está se tornando mainstream, não é mais nada diferente. E, ao se tornar um mainstream, todo mundo vai ter que lidar com isso”, comentou Cláudio.

Confira a rica troca que aconteceu durante o 2º Seminário de Finanças do Bem e fique por dentro da evolução regulatória no Brasil.

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