Controvérsias ASG 2018: Petrobras lidera ranking de empresas com problemas socioambientais

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Devido aos desdobramentos da Operação Lava Jato e à melhora de desempenho de suas concorrentes, a Petrobras assumiu o top do ranking de empresa mais controversa no relatório Controvérsias ASG 2018, elaborado pela SITAWI. O estudo realizado pelo sexto ano consecutivo é resultado de uma análise de fatos controversos envolvendo 100 empresas brasileiras em temas ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG) em 2018. 

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Na edição deste ano, a segunda posição ficou com a BRF, impulsionada pela Operação Carne Fraca, por esquemas de fraude sanitária em frigoríficos e por casos de contaminação em seus produtos. A JBS, líder em 2017, teve uma melhora de posição devido à saída da família Batista dos noticiários, mas foi prejudicada por uma série de controvérsias relacionadas à violação de direitos trabalhistas. A Vale, quarta colocada, traçava uma trajetória de melhora, mas a expectativa é de queda de desempenho no ranking de 2019, após o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. A Eletrobras, quinta colocada, se manteve na mesma posição, com ocorrências relacionadas a conflitos em comunidades e penalizações pelo impacto de hidrelétricas.

O objetivo da avaliação é gerar insights sobre o desempenho socioambiental das companhias e trazer perspectivas sobre a sua exposição a riscos operacionais, reputacionais e legais. O relatório também é relevante para entender melhor os impactos das atividades empresariais sobre os consumidores, colaboradores, investidores e a comunidade no entorno de suas operações.

Pelo segundo ano consecutivo, a SITAWI apresenta a métrica do Índice de Controvérsias, que pondera cada fato controverso causado por uma empresa de acordo com sua severidade e o porte da empresa. Esta edição do estudo conta ainda com as redflags, uma novidade metodológica que mapeia os fatos polêmicos com alta reincidência, apontando para possíveis riscos disruptivos ou problemas na capacidade de gestão que poderiam causar perdas mais graves no futuro.

Para acessá-lo, clique aqui.

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