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Hoje gostaria de contar a história de Leonardo Letelier, que mudou a vida mudando a pergunta que fazia a si mesmo. Já conhecia ele há alguns anos e, quando comecei este blog, ele me escreveu contando sua história, que envolve um momento arrá e a atuação na área social.
Leonardo trabalhou muito tempo na McKinsey e, por isso, prestava consultoria para a Ashoka, rede da qual faço parte e sobre a qual comentei aqui no blog alguns dias atrás. “Sempre achava que um dia, quando me aposentasse, faria alguma coisa na área social”, relembra. Até que resolveu não esperar pela aposentadoria. Começou a conversar com diversas pessoas e chegou a fazer entrevista no CDI e em um private bank, na mesma época.
“Percebi que gostava de ambas áreas: a área social e o lado empreendedor. E me perguntava como conseguia de gostar de tantas coisas diferentes. Questionava: 'afinal, sou social ou sou business?'”, conta ele.
A busca por novos voos era guiada por uma pergunta constante: o que quero fazer?. Mas a resposta era difícil de achar. O problema acabou quando a pergunta mudou para quem quero ser?. Era o momento arrá, ocorrido três anos atrás. “Comecei a sentir o que era importante e percebi que eu tinha dois lados: o business e o social. Mudei a pergunta, pois a outra não estava me levando aonde eu queria chegar”, explica Leonardo.
Depois disso, ele resolveu conjugar as duas coisas e montou a sitawi, um fundo para emprestar recursos exclusivamente para ONGs ou negócios sociais. Além do dinheiro a juros mais baixos, os tomadores de empréstimo podem receber no pacote aconselhamento financeiro.
A ideia é desenvolver infraestrutura financeira para o setor social, com empréstimos entre 100 e 400 mil. Ao todo, já foram emprestados 600 mil, com nenhuma inadimplência. Entre os clientes estão a Daspu (linha de roupas desenvolvida pela ONG Davida) e a empresa social Solidarium. E ainda é pouco. “Temos mais organizações esperando do que gente doando para nós”, conta.
Este Post foi escrito em 2 de março de 2010 por Rodrigo Baggio (fundador do Comitê para Democratização da Informática) em seu blog Momento Arrá, publicado no site do jornal O Globo.
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