Lançamento do Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos – FGV

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A FGV Energia realizou no dia 15 de junho, na sede da Fundação Getulio Vargas – FGV, o debate de lançamento do Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos com o objetivo de promover a discussão sobre esses recursos e como sua inserção pode alterar o mercado de energia elétrica brasileiro.

A motivação para estudo dos REDs advém de acontecimentos recentes nos cenários nacional e internacional. No Brasil, o SEB passa por um período de aprofundamento da discussão sobre o trade off entre preocupação ambiental e segurança energética. Com a redução da capacidade de regularização dos reservatórios e consequente despacho quase contínuo das termelétricas desde 2012, a busca por soluções energéticas capazes de diversificar a matriz brasileira de maneira segura e limpa se tornou um desafio primordial no âmbito das políticas energéticas nacionais.

No cenário mundial, a assinatura do Acordo de Paris na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 21), em dezembro de 2015, fortalece a necessidade da maior discussão no Brasil sobre fontes energéticas mais limpas. Além disso, a crescente mudança no comportamento dos consumidores de eletricidade em outros países sinaliza para uma nova tendência mundial na demanda por energia, que, cedo ou tarde, vai chegar ao Brasil. O consumidor, que antes era um agente passivo no modelo do setor elétrico, vem mostrando um comportamento cada vez mais ativo na maneira como ele demanda sua energia e em relação aos serviços que ele pode extrair do seu consumo de eletricidade. As evoluções tecnológicas, principalmente no lado da demanda, têm um papel importante nessa mudança de comportamento do consumidor.

Essas tendências mundiais e nacionais, além das peculiaridades do SEB – geração predominantemente hidrelétrica e de grande porte, operação centralizada e sistema integrado de transmissão em praticamente todo o país – apontam para a importância da inclusão mais efetiva no planejamento de outros recursos energéticos disponíveis. Dentre esses recursos, destacam-se os Recursos Energéticos Distribuídos.

 – O financiamento a energia fotovoltaica distribuída deve começar pequeno, com os agentes financiadores testando diferentes modelos. Quando tivermos uma massa crítica de projetos financiados, devem surgir estruturas intermediárias como fundos para empacotar projetos e distribuir o risco a investidores institucionais – comentou Gustavo Pimentel, Diretor da SITAWI Finanças do Bem.

PROGRAMAÇÃO

14:00 – Abertura e Contextualização

14:30 – Painel 1: Aspectos econômicos e regulatórios para inserção dos RED na matriz elétrica
Painelistas: Ricardo Gorini – EPE, Nelson Leite – ABRADEE e Rodrigo D’Elia – AES
Moderadora: Lavinia Hollanda – FGV Energia

15:30 – Painel 2: Tecnologias para desenvolvimento dos RED
Painelistas: Leontina Pinto – Engenho Consultoria e Alexandre da Silva – GE Global Research
Moderadora: Tatiana Bruce da Silva (FGV Energia)

16:30 – Painel 3: Financiamento e incentivos para desenvolvimento dos RED
Painelistas: Daniel Vieira – ANEEL e Gustavo Pimentel – SITAWI Finanças do Bem
Moderador: Paulo Cunha – FGV Energia

17:30 – Encerramento